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Felipeh Campos
Fundador da Torcida

“Quem vai me impedir de torcer e ir ao estádio?” A indagação, em tom de provocação, é de Felipeh Campos, jornalista e apresentador de televisão que anunciou recentemente a criação da primeira torcida organizada gay do Corinthians, inicialmente chamada de Gaivotas da Fiel. Em entrevista, ele explicou mais sobre a iniciativa.

“Acho que, antes de ser gay, eu sou homem e sou corintiano. Quem vai me impedir de torcer e ir ao estádio? Quem vai impedir que eu monte uma torcida? Qual é o problema? Se alguém não gostar, vem pra cima, mano”, disse o jornalista, na manhã desta sexta-feira, aos risos. O projeto está em frase embrionária – em fase de preparação jurídica, mas deve repercutir muito no mundo do futebol.

Durante a entrevista, Felipeh ainda desafiou o preconceito contra a iniciativa, detalhou sua relação com o clube alvinegro – “eu me descobri corintiano da mesma forma como me descobri gay” – e previu adesão de pelo menos 500 mil torcedores ao seu novo projeto.

Veja os principais tópicos da entrevista de Felipeh Campos.

Relação com o Corinthians

“Eu me descobri corintiano da mesma forma como me descobri gay. O que acontece: sou corintiano roxo ou cor de rosa, como queiram. Sou frequentador assíduo de estádio, leio sobre futebol, gosto de falar sobre futebol. Em final de campeonato, minha casa vira uma balbúrdia, vai todo mundo assistir. E aí partiu a ideia de realmente fazer essa torcida para que a gente pudesse ter mais acesso aos estádios. Não que eu já não tivesse, mas tenho grandes amigos que sofreram represália em estádios.

Formação e nome da torcida organizada
Essa história de Gaivotas da Fiel foi uma brincadeira para lançar a torcida, mas vamos começar agora com as adesões. Tem um trabalho jurídico a ser feito: você tem que montar diretoria… não é assim, vou montar e pronto. Agora quero deixar com que os associados participem um pouco. O nome foi mais para brincar com a torcida Gaviões da Fiel, mas preciso que as pessoas opinem melhor sobre a questão e falem para que a gente possa ter um nome bacana.

Expectativa
Vai ser a primeira torcida gay organizada do mundo. Alguns corintianos estão achando ruim, não estão gostando. No Facebook, no Twitter, são sempre os mesmos (que xingam), no máximo uns dez. Não me afeta muito. Se eu não der o primeiro passo, as coisas não acontecem. Como eu estava fazendo o trâmite burocrático primeiro, agora vamos começar com todas as adesões. Estou trabalhando também com a associação LGBT (sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). De saída, a gente tem umas 500 mil adesões.

​Medo de represália

Acho que, antes de ser gay, eu sou homem e sou corintiano. Quem vai me impedir de torcer e ir ao estádio? Quem vai impedir que eu monte uma torcida? Qual é o problema? Se alguém não gostar, vem pra cima, mano.

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