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alexandra-nascimentoO Brasil entrou com tudo em quadra na partida desta quarta-feira pelas quartas de final do Mundial Feminino de Handebol. Abusando da raça e da força de vontade, as brasileiras passaram por duas prorrogações e venceram a Hungria por 33 a 31. A vitória coloca o Brasil entre as quatro melhores seleções do mundo pela primeira vez na história.

A conquista, no entanto, não veio com facilidade. Muito equilibrado, o jogo foi tenso e emocionante. As brasileiras lutaram pela vaga gol a gol, minuto a minuto, e correram atrás do resultado a cada reação adversária. O grito da vitória, porém, só veio após 20 minutos depois do tempo normal de jogo, já que uma prorrogação não foi suficiente para decidir a partida. Junto com o grito entalado, vieram as lágrimas de um time que colocou seu nome na história do handebol.

As jogadoras que choraram em quadra após o apito final começaram o jogo vibrando muito, em uma tática para irritar as húngaras, revelada por Duda pouco antes do jogo. Segundo a armadora, que joga na Hungria, as europeias ficam incomodadas com os gritos das brasileiras a cada gol e com a raça dentro de quadra.

E assim foi desde o primeiro minuto. Cheias de vontade, as brasileiras começaram o jogo com boa vantagem no placar, chegando a abrir 5 a 1 no início da partida.

Na metade do primeiro tempo, porém, o ritmo brasileiro caiu e o excesso de vontade atrapalhou. Aos dezessete  minutos, o Brasil ficou com três jogadoras fora de quadra, punidas com dois minutos.

Fabiana Diniz e Babi estavam fora do jogo por faltas cometidas quando, em uma substituição, a goleira Maíssa entrou em quadra antes da saída de Babi. Por isso, o Brasil foi punido com a saída de mais uma atleta, desta vez Ana Rodrigues, quando a Hungria estava no ataque.

Mas a goleira Maíssa se redimiu com uma grande defesa. Na jogada seguinte, a situação complicou ainda mais para as brasileiras. Dani Cavaleiro exagerou na marcação, causou sete metros e também foi punida com dois minutos, deixando o Brasil com apenas duas atletas na linha por 18 segundos.

O susto desestruturou a equipe que, mesmo após conversa no intervalo de jogo, perdeu consistência na defesa e viu as húngaras passarem à frente no placar na segunda etapa de jogo e levantar a torcida na Sérvia.

A partir de então, a ansiedade tomou conta da partida, com muitos erros de ataque de ambos os lados. O time brasileiro parecia perdido em quadra, sem paciência para armar as jogadas. Mas um vacilo das húngaras permitiu contra-ataque de Fernanda da Silva, que empatou o jogo e levou para a prorrogação.

No tempo extra, ainda mais emoção. As húngaras saíram na frente, pressionando as brasileiras com um gol nos primeiros cinco minutos, mas após o primeiro intervalo da prorrogação, o Brasil voltou a empatar e equilibrar o jogo, que, mesmo após os primeiros 10 minutos extras, continuou com o placar igual, em 29 a 29, e foi para a segunda prorrogação. O jogo continuou equilibrado e cada ataque valia a definição do jogo, mas o Brasil entrou para vencer e tinha a melhor jogadora do mundo em quadra.

Com um gol de sete metros, e outro de ataque, Alexandra Nascimento colocou o Brasil à frente do placar, com 33 a 31 e definiu a partida, para a emoção do time brasileiro. O apito final, que decretou a vaga histórica do Brasil nas semifinais, levou as atletas às lágrimas ainda dentro de quadra. Além de garantir a marca histórica, este time superou a eliminação do último Mundial com a vitória sobre a Hungria. Em 2011, as brasileiras perderam nas quartas de final para a Espanha, em casa.

O próximo adversário do Brasil na competição será o vencedora da partida entre Dinamarca e Alemanha, que será disputado ainda nesta quarta-feira. O jogo será disputado no próximo dia 20 de dezembro, às 15h, horário de Brasília.

Fonte: Uol

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